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SHADY LEO

Hall da Fama 2012

Proprietário

PAULO CESAR REBEIS FARHA

Criador

HARAS 4 IRMÃOS LTDA

O craque da reprodução do Tambor e Baliza em todos os tempos

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Mesmo desaparecido continua Líder disparado nas provas de velocidade

 

Shady Leo, nascido em 1978, filho de Shady Apolo Bars e Miss Tonta Leo (Bufferin’s Leo), foi criado pelo Haras Quatro Irmãos, em Bauru (SP), passando para o plantel do dr. Marcio Tolentino (Haras ST) em dezembro de 79, onde serviu as matrizes de sua propriedade por longos anos. Esse garanhão teve toda sua vida reprodutiva nessa região do Estado de São Paulo e em julho de 1996, após 16 anos e meio, foi transferido em parceria para Fazenda Caruana, dos titulares Fauzet e Paulo Farha, seus últimos proprietários até o desaparecimento em 28 de janeiro de 2000, tornando-se uma lenda brasileira na modalidade de Trabalho. Ele ainda mantém o título de líder absoluto das estatísticas de Reprodutores pela ABQM, com 322 animais registrados, sendo 131 pontuados em Trabalho, somando 6.137,5 pontos (Ed. Garanhões 2011). Entre os inúmeros filhos pontuados, destacam-se as campeoníssimas em Tambor e Baliza, a desaparecida em 13/01/2010, Cromita MA 10 (745 pontos de Registro de Mérito, o maior até agora); e Kromita Comka 2F, animal Superior em Três Tambores e Seis Balizas, somando 277 pontos.

A revista Quarto de Milha procurou o dr. Marcio Tolentino, para contar alguns “causos” sobre esse famoso garanhão. Ele resumiu assim. “Sem dúvida o Shady Leo foi o maior fenômeno na criação brasileira do Quarto de Milha de Trabalho, particularmente nos Três Tambores. Morto há 12 anos, ainda é líder absoluto como produtor de cavalos com Registro de Mérito de Trabalho (seus filhos somam mais de 6.000 pontos, marca que dificilmente será superada por muitos anos). Por essa incrível performance falou-se e escreveu-se muito, restando apenas curiosidades conhecidas por poucos que conviveram com ele. O Shady Leo nasceu em setembro de 1978 e sua mãe morreu antes que ele completasse dois meses. Foi criado na mamadeira, pois quando sua mãe foi levada ao Pruden Haras para ser coberta com o Show a Chick veio a falecer após uma injeção na veia. O carinho e atenção dos tratadores daquele haras manteve o potro vivo até voltar para o Haras 4 Irmãos, do dr. Heraldo Pessoa, seu plantel criador”.

Continuando, revelou porque escolheu o Shady para servir o seu plantel. “Comprei o Shady aos oito meses pelo seu pedigree e morfologia. Procurava um filho do Shady Apollo Bars por ser ‘fechado’ em Sugar Bar, que em minha opinião era um dos maiores chefes de raça americano e fui buscá-lo no Haras 4 Irmãos. Sempre admirei o plantel de matrizes do dr. Heraldo – preciosidades até nos Estados Unidos. Havia três potros filhos do Shady Apollo Bars e um deles era filho da Miss Tonta Leo: ‘vestiu como luva’. Não bastasse o sangue do Leo, um filme em 8mm mostrou o ‘Loly’, ainda criança, correndo Seis Balizas na Tonta Leo, a mãe do Shady que era realmente boa. A morfologia do potro também me agradou muito”. O Shady custou Cr$ 800,00 (oitocentos cruzeiros - mais ou menos 500 dólares). Ele é um cavalo ambidestro. Mais de 80% dos cavalos são canhotos - os destros são minoria e os ambidestros raridade. São aqueles que ao galopar fazem círculos perfeitos à direita e à esquerda sem que a gente perceba se há lado dominante; como seres humanos que escrevem com as duas mãos. O Shady Leo mostrou-se ambidestro logo ao ir para o carrossel com um ano e pouco. Essa característica é genética.  Afirmei: ‘Definitivamente eu havia achado meu reprodutor’.

Além do dr. Márcio, tiveram mais pessoas envolvidas no projeto Shady Leo. Tolentino conta que além dele, muitos outros colaboraram para o sucesso do garanhão. “Pobre homem que pensa ser o único responsável por um sucesso como esse. O Shady é fruto de muitos construtores, entre eles o dr. Heraldo que escolheu o cruzamento; o Ditinho, treinador do Haras Quatro Irmãos, que domou e divulgou muito as qualidades do cavalo nos seus primeiros cinco anos, tornando-o campeão Potro do Futuro de Rédeas, além ser o reservado campeão na Apartação no mesmo ano, perdendo apenas para o Sanjay; o dr. Francisco Bertollani, que ‘bolou’ o cruzamento do Shady com éguas filha do Trouble Two Times (cruzamento até hoje insuperável), gerando em sua primeira produção a Cromita. Segundo ele, após 18 anos servindo as matrizes do Haras ST, interrompeu por dois anos o criatório. “Nesta época, o Paulo Farha fez uma parceria com o ST acolhendo o garanhão e dez das suas filhas. Nos quatro anos em que esteve na Caruana, o Paulo cuidou do garanhão com enorme carinho e impulsionou seu nome de maneira ímpar. Disseminou definitivamente a genética do Shady nos Três Tambores, onde produziu entre outras, as Registros de Méritos em Baliza e Tambor: ST Analeo (345,5 pontos), Sally Shady (197,5 pontos), She’s A Shady (166,5 pontos), Shady Sally Times (91,5 pontos), Indira Shady (83,5 pontos), Magnólia Shady (46 pontos) e Biefriend Shady (45,5 pontos). O Shady morreu no início de 2000 e eu nunca quis saber do quê. O Marcão Toledo também foi fundamental para o cavalo. Apaixonado pelos seus filhos e filhas, seguramente domou expressiva maioria dos principais campeões que ele produziu. Hoje doma suas netas e bisnetas! O Vaguinho concluiu o serviço do Marcão e todos sabem a quantidade de suas vitórias nas filhas e netas do Shady. Seguramente, esse atuante treinador foi o atleta desta grande família. E finalmente, nas mãos de meus filhos, não menos apaixonados pelo Shady Leo, do que todas as pessoas que citei. Isso porque foram eles que fizeram as provas de Baliza e Tambor nos primeiros filhos do Shady, nascidos no ST, correndo nas categorias Mirim e Infantil no início dos anos 80”. Concluindo, disse: “Um garanhão do passado, do presente e do futuro. O Shady não é só história, ele está presente agora em 2012. Dos cinco melhores garanhões de 2011 quatro são filhos do Shady Leo. Sua filha ST Cajuína sagrou-se pentacampeã nacional na produção de cavalos de Tambor.